O pterígio é o crescimento fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea, frequentemente associado à exposição solar prolongada. Quando avança, pode comprometer a visão.
O pterígio é um crescimento anormal de tecido fibrovascular da conjuntiva (a membrana que recobre a esclera — o "branco" do olho) sobre a córnea. Ele surge geralmente no canto interno do olho (nasal) e avança em direção ao centro da córnea. Pode acontecer em ambos os olhos.
É associado principalmente à exposição crônica à radiação ultravioleta (sol), vento, poeira e ambientes secos. Mais comum em pessoas que trabalham ou passam muito tempo ao ar livre.
Nem todo pterígio precisa ser operado imediatamente. Fatores que pesam a favor da cirurgia:
Técnica cirúrgica desenvolvida e validada em ambiente acadêmico pelo Dr. Bernardo Moscovici, que utiliza uma bolha de ar para auxiliar na dissecção precisa do plano entre o pterígio e a esclera. O método foi descrito e apresentado em publicações científicas e em congressos nacionais e internacionais de oftalmologia.
A técnica está referenciada em artigos publicados em European Journal of Ophthalmology e Revista Brasileira de Oftalmologia. O Dr. Bernardo é coordenador do Curso de Cirurgia de Pterígio nos Congressos Mundial e Europeu de Oftalmologia, além de autor de capítulos de livros sobre o tema.
Após a remoção do pterígio, a área é recoberta com um pequeno enxerto de tecido conjuntival do próprio paciente (retirado de outra região do mesmo olho ou do olho contralateral). Essa cobertura reduz a taxa de recidiva quando comparada à cirurgia sem enxerto. Pode ser combinada com a técnica Air Bubble conforme avaliação intraoperatória.
O pterígio pode voltar após a cirurgia, especialmente em pacientes jovens, em climas quentes e sem proteção UV rigorosa. O autoenxerto conjuntival é uma das principais medidas associadas à redução do risco de recidiva do pterígio. A Técnica Air Bubble/Dissecção de Moscovici auxilia na obtenção de um enxerto fino e regular e na padronização da dissecção dos planos. Ainda assim, o risco de recidiva nunca é zero. Cuidados pós-operatórios rigorosos e proteção contínua são fundamentais.
Não. Pterígio é uma lesão benigna, embora tenha aparência preocupante. Existem outras lesões da conjuntiva que podem imitar pterígio e precisam ser diferenciadas pelo oftalmologista.
Alguns pterígios crescem lentamente ou param espontaneamente. Outros progridem. O acompanhamento periódico define o momento adequado de intervenção.
Sim, mas com proteção rigorosa: óculos de sol com proteção UV sempre. Nos primeiros meses após a cirurgia, o cuidado é ainda mais importante.
Nas técnicas modernas com autoenxerto, muitas vezes usa-se cola biológica no lugar de pontos. Quando há pontos, geralmente são absorvíveis, não requerem retirada.
Geralmente opera-se um olho por vez, com intervalo entre eles. Isso permite recuperação segura e mantém um olho funcional durante a cicatrização do outro.
Uma consulta individualizada é a melhor forma de esclarecer sua situação específica.
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