Nem todo pterígio precisa de cirurgia. Este guia explica os critérios que consideramos para indicar o procedimento e o que fazer nos casos em que o acompanhamento é suficiente.
O pterígio é benigno. Isso é importante saber logo de saída. Ele não é câncer, e nem sempre precisa ser operado imediatamente. Muitos pacientes vivem anos com pterígios pequenos, sem grande incômodo, apenas acompanhando.
A pergunta certa não é "tenho pterígio, quando opero?" — é "meu pterígio já precisa ser operado, ou posso acompanhar?"
Se comparamos exames ou fotos anteriores e o pterígio avançou nos últimos meses, a cirurgia entra em consideração antes que ele chegue à zona óptica central.
Quando o pterígio avança sobre o eixo visual, começa a distorcer a passagem da luz — causando astigmatismo induzido e/ou obstrução direta. Nesses casos, a indicação cirúrgica é mais clara.
Vermelhidão persistente, sensação de corpo estranho, ardor, coceira intensa que não melhoram com colírios lubrificantes e anti-alérgicos.
Isso é subjetivo, mas legítimo. Se o pterígio incomoda o paciente esteticamente e afeta autoestima, é uma consideração válida — desde que os riscos e benefícios sejam bem discutidos.
Se você vai fazer cirurgia de catarata ou refrativa e o pterígio distorce as medidas pré-operatórias (biometria, topografia), pode ser necessário operar o pterígio antes.
Técnica cirúrgica desenvolvida e validada em ambiente acadêmico, que utiliza uma bolha de ar para auxiliar na dissecção precisa do plano entre o pterígio e a esclera. Descrita em publicações científicas e apresentada em congressos internacionais.
Após remover o pterígio, a área é recoberta com um pequeno enxerto de tecido conjuntival do próprio paciente. A cobertura reduz significativamente a taxa de recidiva em comparação a técnicas sem enxerto. Pode ser combinada com a técnica Air Bubble.
O pterígio pode voltar após a cirurgia — este é o principal desafio dessa cirurgia. As técnicas modernas com autoenxerto conjuntival reduziram muito as taxas de recidiva comparadas às técnicas antigas de "cirurgia nua" (só remoção). Ainda assim, o risco nunca é zero. Cuidados no pós-operatório e proteção UV rigorosa por vida são fundamentais.
Discuta com o oftalmologista:
Não. Ele pode parar de crescer, mas raramente regride sem cirurgia.
Geralmente 3-7 dias para atividades leves, e proteção rigorosa contra sol e trauma nas primeiras semanas.
Uma leve alteração no aspecto conjuntival é comum, mas com técnicas modernas o resultado estético costuma ser satisfatório. Cada caso, no entanto, cicatriza diferente.
Sim, é possível. Por isso a proteção UV vitalícia é essencial.
Uma consulta individualizada é a melhor forma de esclarecer sua situação específica.
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