Condição cada vez mais frequente, associada ao uso prolongado de telas, ar-condicionado, lentes de contato e ao envelhecimento. Requer avaliação individualizada e tratamento personalizado.
O olho seco é uma condição multifatorial que afeta a qualidade da lágrima e/ou sua produção, com repercussão na superfície ocular. Cada vez mais frequente pela combinação de fatores modernos: uso prolongado de telas, ambientes climatizados, lentes de contato, envelhecimento populacional e certos medicamentos.
Em casos leves, é apenas incômodo. Em casos crônicos, pode causar desconforto significativo e comprometer a qualidade visual.
Não é feito por um único exame. Envolve:
Não existe "um tratamento" único para olho seco — depende do subtipo e da gravidade:
São a base do tratamento. Existem diversas formulações — sem conservantes, com viscosidades diferentes, com ácido hialurônico, trealose, etc. A escolha depende do caso e da tolerância.
Em casos moderados a graves, medicações como ciclosporina oftálmica, corticoides tópicos (por período limitado) ou tacrolimus tópico podem ser indicados. São prescritos por médico com acompanhamento.
Quando há disfunção meibomiana, compressas mornas, massagem palpebral e, em alguns casos, tratamentos específicos como IPL (Intense Pulsed Light) ou expressão glandular podem ser considerados.
Pequenos dispositivos que bloqueiam a drenagem lacrimal, mantendo a lágrima mais tempo no olho. Podem ser temporários ou permanentes.
Se sintomas persistem, incomodam no dia a dia ou pioram progressivamente, é hora de avaliação. Olho seco crônico não tratado pode levar a alterações da superfície ocular difíceis de reverter.
Depende da causa. Casos ligados a fatores externos (uso de telas, ambientes secos) podem ser controlados quase completamente com mudanças de hábito e lubrificação. Casos ligados a doenças sistêmicas ou envelhecimento avançado exigem controle contínuo — como pressão alta ou diabetes.
Depende. Lubrificantes vendidos livremente podem ajudar em casos leves. Colírios com conservantes usados por longo prazo podem inclusive piorar o quadro. Colírios com vasoconstritor ('para tirar o vermelho') não tratam olho seco. A avaliação orienta a escolha certa.
O risco é maior. Pausas frequentes, piscar consciente, luminosidade adequada e umidade ambiente ajudam. Lubrificação preventiva pode ser considerada em quem passa muitas horas em frente ao computador.
Depende da gravidade. Casos leves-moderados bem controlados não impedem, mas o olho seco pode piorar temporariamente após a cirurgia. Casos moderados-graves geralmente demandam tratamento e estabilização antes de considerar refrativa.
Uma consulta individualizada é a melhor forma de esclarecer sua situação específica.
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